Crítica: Dior homme EDT

Parece que quinta-feira é o melhor dia para escrever algo na internet, então resolvi testar. Na terça-feira eu postei um artigo sobre o Hypnotic Poison da Dior e hoje eu vou fazer um resenha sobre um outro clássico da Dior, o Dior Homme Eau de toilette. Vocês provavelmente estão pensando que eu recebo patrocínio da Dior para escrever sobre eles o tempo todo, mas não se enganem! Eu ainda não ganhei nenhum centavo e nem frascos vazios de patrocinador, mas fico aguardando as propostas (meu telefone está nos comentários, Dior)!

O Dior Homme foi o primeiro perfume eponímico da marca. Ele foi criado sob a direção artística de Hedi Slimane, um fotógrafo e designer francês que também foi diretor artístico da Yves Saint-Laurent e, atualmente, da marca Celine. Criado em 2005, esse perfume, quase dez anos depois, foi uma tentativa de CKone ao contrário. Enquanto o CKone foi criado com o intuito de ser um perfume unisex, o Dior Homme trouxe uma nota de feminilidade aos perfumes masculinos, introduzindo pela primeira vez um acorde floral em um perfume destinado ao público masculino. E o resultado foi surpreendente: os machistas não entenderam que era uma flor e adoraram, e os progressistas entenderam que era uma flor e também adoraram e todos viveram felizes para sempre! No meu mundo ideal, todos viveram felizes para sempre, mas o que é certo é que o Dior Homme foi um sucesso de vendas e ainda é.

As primeiras notas que aparecem são um misto de lavanda e madeira, como o cheiro exalado por uma caixa coberta de veludo no interior;  o cheiro de cânfora da lavanda encontra o cheiro verde e explosivo do dihydromyrcenol (matéria-prima sintética); no corpo do perfume o cheiro de íris entra em cena e engloba tudo criando uma textura em torno do cheiro, um acorde que nos deixa viciados e nos faz retornar para sentir de novo; nas notas de fundo podemos sentir a baunilha e o cravo, que criam uma sensação da presença de um acorde chocolate.
o Dior Homme contém uma boa dose de íris, matéria-prima mais cara da perfumaria e que já foi citada aqui em outro post, e é por isso que o seu preço é um tanto quanto salgado.

O perfumista por trás de Dior Homme é Olivier Polge, atual perfumista exclusivo da Chanel. O cargo atual foi uma herança de pai para filho (seu pai, Jacques Polge, era até então perfumista exclusivo da Chanel), pois a perfumaria ainda age como uma aristocracia reservada a poucos…mas Dior Homme EDT marcou a carreira do Polge filho e mostrou do que ele era capaz.

Nome: Dior Homme Eau de Toilette (EDT)
Preço: R$365,00
Onde encontrar: Sephora Brasil (https://www.sephora.com.br/dior/perfumes/masculino/dior-homme-masculino-eau-de-toilette-3231)

 

 

Crítica: Hypnotic poison (DIOR)

Dia dos namorados chegando, uma ótima razão para ir procurar a felicidade da sua outra metade na perfumaria mais próxima de você! E se você não gosta de bolacha trakinas, também não tem problema, o perfume está aí para te fazer companhia em todos os momentos da sua vida: os tristes, os felizes, os bem ou mal humorados,os frios e os quentes. E por falar em meteorologia, pelo que tudo indica, o que os brasileiros chamam de inverno está chegando, então é por isso que hoje eu vou falar sobre um perfume adaptado aos dias de frio, o Hypnotic Poison da DIOR.

Eu não gosto da palavra crítica. Acho que toda crítica exige logo em seguida uma proposta afim de torná-la construtiva. E como em matéria de arte e perfume eu acredito que o cheiro é uma interpretação livre do pensamento concreto ou abstrato de um artista (nesse caso o artista é o perfumista), não acho que criticar seja algo útil. Então aqui no Perfumundo eu falarei sobre perfumes que eu penso que fazem a diferença, olfativamente falando, nesse mercado atual saturado de lançamentos.

Para quem não sabe, Hypnotic Poison é o herdeiro direto de um perfume cujo cheiro invadiu os vagões de muitos metrôs na década de 80. Acertou quem disse Poison! Uma nota remanescente de Jaboticaba com um imenso volume e um acorde tão suculento quanto um suco fresco, esse era o Poison que encantou uma geração inteira. Mas o tempo passou e esse perfume foi perdendo a simpatia do público, a Dior teve então a ideia de lançar o que nós chamamos de “Flanker“. O Flanker é um nova interpretação de um perfume que teve sucesso mas que, por diversas razões, não agrada mais ou agrada menos às pessoas. Um bom exemplo é o do CK one, que já ganhou resenha aqui no blog. Ele foi declinado em CK be, CK shock, CK summer e por aí vai, a lista é longa e eu preciso continuar esse texto! O Poison deu a luz ao Hypnotic Poison em 1998, mas é só no meio dos anos 2000 que o perfume começou a chamar a atenção. A responsável por essa criança é a perfumista Annick Menardo, uma especialista em criar sucessos, pois ela também é a criadora do Lolita Lempicka original.

Hypnotic Poison começa com uma nota de saída um tanto quanto ácida e amarga lembrando o cheiro da toranja; em seguida, notas verdes e secas aparecem e o acorde central de coco ralado e baunilha surge, lembrando bastante as balas de coco que encontrávamos nos aniversários de criança. Essa nota de coco ralado também acaba lembrando o gosto de um figo bem maduro, e o acorde central é carregado por um fundo amadeirado e acompanhado de anis. A razão pela qual eu indico esse perfume para o inverno é o efeito desse acorde central de coco e baunilha: o cheiro adocicado provoca uma sensação de conforto, como a sensação de um casaco de lã ou de um cobertor. Durante o verão, esse cheiro pode virar sufocante, mas durante o inverno ele se desenvolverá perfeitamente.

Mas como todo perfume, o próximo passo antes de comprar é testá-lo na pele, pois cada tipo de pele faz o perfume se desenvolver de uma maneira diferente. Um perfume comprado só pelo cheiro das notas de saída pode virar uma decepção. Então passem o tempo que for necessário sentindo, não há melhor terapia!

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Comendo um frasco de Hypnotic Poison e tirando a barriga da miséria