Ano novo, cheiros novos

E o ano de 2019 finalmente acabou! Esse ano cheio de tristezas, greves e problemas políticos fica para trás e o que nos move é a esperança de que 2020 seja mais calmo e cheio de coragem para todos. E esse novo ano que começa nos trará novos cheiros e novidades aqui no Perfumundo!

Quando falo em perfumaria, a maioria das pessoas pensa logo nos clássicos da perfumaria de pele como J’adore, CK one, La vie est belle, entre outros. Mas é preciso saber que a perfumaria não se resume aos perfumes  que passamos na pele. As fragrâncias estão em tudo e fazem parte do nosso cotidiano: no shampoo, na pasta de dente, no detergente, no creme, no sabão em pó, nas velas que decoram as casas e até mesmo no ar das lojas em que entramos.  Por esse motivo, o Perfumundo 2020 também abrirá espaço a todos os tipos de fragrâncias existentes no mercado atual, porque a criatividade dos perfumistas é ainda mais impressionante em um frasco de detergente do que em um frasco de perfume.

E hoje eu começo por um produto nacional tão amado pelos brasileiros: o bom e velho sabonete. Para quem não sabe, o sabonete é feito de nada mais do que gordura e uma base alcalina que é, na maior parte dos casos, a soda cáustica. Aqui na Europa, encontrar um sabonete no supermercado não é uma tarefa fácil. Com o desenvolvimento da indústria química, outras bases alcalinas começaram a ser utilizadas na fabricação do sabão trazendo novas texturas para o mercado. A utilização de potássio ao invés de soda caustica, por exemplo, deu origem ao sabonete liquido, o preferido dos europeus.

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Sabonetes no Brasil: um mercado gigantesco.

E quando estive no Brasil, eu aproveitei para testar os sabonetes da marca Phebo. Eu nunca tinha tido a oportunidade de testar os produtos dessa marca que, fundada em 1930 em Belém do Pará, teve seu conceito de marketing completamente revisto. Além de sabonetes, a marca também vende perfumes, cremes e aromatizadores de ambiente, tudo em uma embalagem simples mas eficaz e atrativa.

E o primeiro sabonete testado foi o “Raiz do oriente“. O Raiz do oriente é um sabonete a base de glicerina, o que dá ao produto um certo efeito de transparência e torna-o menos agressivo para a pele. Em termos de odor, houve uma certa decepção: olhando o nome do sabonete, eu esperava encontrar um misto de cheiro de especiarias orientais (como cominho, pimenta preta e curry) com cheiros amadeirados como patchouli e vetiver. Ao invés disso, deparei-me com um cheiro de aldeído; aquele cheiro quente tipico dos sabonetes da década de 90. Em termos de duração do cheiro, o Raiz do oriente foi exemplar: 2 horas depois do banho, meu braço ainda levava o cheiro do sabonete! Eu aconselho esse tipo de sabonete a todos que não suportam o cheiro super concentrado da maioria dos perfumes de pele disponíveis no mercado atual.

Sabendo que perfumar um sabonete é algo super complicado por conta de todas as reações químicas que se passam entre a soda caustica e o perfume, eu tiro o chapéu à Phebo. Por enquanto, o cheiro deixa a desejar, mas vamos ver o que 2020 reserva a todos os tipos de fragrâncias!