Dia dos namorados chegando, uma ótima razão para ir procurar a felicidade da sua outra metade na perfumaria mais próxima de você! E se você não gosta de bolacha trakinas, também não tem problema, o perfume está aí para te fazer companhia em todos os momentos da sua vida: os tristes, os felizes, os bem ou mal humorados,os frios e os quentes. E por falar em meteorologia, pelo que tudo indica, o que os brasileiros chamam de inverno está chegando, então é por isso que hoje eu vou falar sobre um perfume adaptado aos dias de frio, o Hypnotic Poison da DIOR.
Eu não gosto da palavra crítica. Acho que toda crítica exige logo em seguida uma proposta afim de torná-la construtiva. E como em matéria de arte e perfume eu acredito que o cheiro é uma interpretação livre do pensamento concreto ou abstrato de um artista (nesse caso o artista é o perfumista), não acho que criticar seja algo útil. Então aqui no Perfumundo eu falarei sobre perfumes que eu penso que fazem a diferença, olfativamente falando, nesse mercado atual saturado de lançamentos.
Para quem não sabe, Hypnotic Poison é o herdeiro direto de um perfume cujo cheiro invadiu os vagões de muitos metrôs na década de 80. Acertou quem disse Poison! Uma nota remanescente de Jaboticaba com um imenso volume e um acorde tão suculento quanto um suco fresco, esse era o Poison que encantou uma geração inteira. Mas o tempo passou e esse perfume foi perdendo a simpatia do público, a Dior teve então a ideia de lançar o que nós chamamos de “Flanker“. O Flanker é um nova interpretação de um perfume que teve sucesso mas que, por diversas razões, não agrada mais ou agrada menos às pessoas. Um bom exemplo é o do CK one, que já ganhou resenha aqui no blog. Ele foi declinado em CK be, CK shock, CK summer e por aí vai, a lista é longa e eu preciso continuar esse texto! O Poison deu a luz ao Hypnotic Poison em 1998, mas é só no meio dos anos 2000 que o perfume começou a chamar a atenção. A responsável por essa criança é a perfumista Annick Menardo, uma especialista em criar sucessos, pois ela também é a criadora do Lolita Lempicka original.
Hypnotic Poison começa com uma nota de saída um tanto quanto ácida e amarga lembrando o cheiro da toranja; em seguida, notas verdes e secas aparecem e o acorde central de coco ralado e baunilha surge, lembrando bastante as balas de coco que encontrávamos nos aniversários de criança. Essa nota de coco ralado também acaba lembrando o gosto de um figo bem maduro, e o acorde central é carregado por um fundo amadeirado e acompanhado de anis. A razão pela qual eu indico esse perfume para o inverno é o efeito desse acorde central de coco e baunilha: o cheiro adocicado provoca uma sensação de conforto, como a sensação de um casaco de lã ou de um cobertor. Durante o verão, esse cheiro pode virar sufocante, mas durante o inverno ele se desenvolverá perfeitamente.
Mas como todo perfume, o próximo passo antes de comprar é testá-lo na pele, pois cada tipo de pele faz o perfume se desenvolver de uma maneira diferente. Um perfume comprado só pelo cheiro das notas de saída pode virar uma decepção. Então passem o tempo que for necessário sentindo, não há melhor terapia!
